Velhos sábios ensinam que, sem maiores aprofundamentos, um modo prático e eficiente de se conhecer propostas e ideias é analisar o perfil de quem as formula e defende.
Para a banda pensante da sociedade brasileira (inclusive para os ministros do Supremo Tribunal Federal), por exemplo, como carrega o germe do golpismo em si, qualquer proposta de anistia é golpista por natureza.
Mesmo assim, saído dos nichos mais imundos da política brasileira, talvez por falta de assunto melhor, o tema da anistia para a turma do Oito de Janeiro não sai de moda.
Além dos males que lhes são intrínsecos e, também, [além de] sufocar projetos de interesse do País (como, por exemplo, a isenção do IR para quem ganha menos de R$ 5 mil), o tema da Anistia ameaça a normalidade democrática e, ainda, funciona como as famosas ‘72 horas’ para mobilizar as bolhas de desinformação.
De qualquer forma, desqualificando ainda mais a proposta, observa-se que seus maiores entusiastas são políticos amorfos em relação aos temas de interesse do País – Zuco, Sóstenes, Eduardo, Van Haten, Molon e outros parasitas, que jamais apresentaram qualquer projeto capaz de melhorar a vida de quem precisa.
Neste caso específico há um agravante, pois, apesar de estar apoiado por gente desta laia (motivo suficiente para rejeição de qualquer ideia ou projeto], agora, catapultando razões para sua ojeriza, os senhores Michel Temer e Aécio Neves foram introduzidos no processo na condição de ‘consultores externos’ – uma presença que intensifica valor ao atestado de acesso ao lixo da história.
Para quem não lembra, Michel Temer, que era o vice-presidente de Dilma Rousseff e presidente do PMDB, tendo sido o principal conspirador do golpe de 2016, tendo usurpado o poder para implantar o projeto ‘Ponte para o Futuro’ (plano de governo derrotado nas eleições de 2014).
De sua parte, cumprindo o papel que lhe cabia no plano golpista, depois de perder as eleições presidenciais para Dilma Rousseff em 2014, Aécio Neves recusou-se a aceitar o resultado do pleito e deu início ao processo que redundou no golpe de 2016.
E, vendo, de um lado, Zuco, Sóstenes, Van Haten, Bia Kcis, Bananinha e [vendo[ de outro [lado] Michel Temer e Aécio Neves, a banda pensante da sociedade se pergunta como alguém pode ver alguma credibilidade no PL da Anistia desejado pela extrema-direita?
Este projeto está fadado ao fracasso, pois, se passar na Câmara dos Deputados, não passa no Senado; se passar no Senado, o presidente Lula vai vetar e, se o Congresso derrubar o veto, o Supremo Tribunal Federal decretará a inconstitucionalidade.
Anistia para golpista é o primeiro passo para um novo golpe.
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