Assim como aconteceu com o voto do ministro Luiz Fux no julgamento do Núcleo Crucial da trama golpista, de tão esdrúxulo, o parecer do deputado federal e secretário de segurança de SP Guilherme Derrite suscitou muitas desconfianças e elocubrações.
Para quem não lembra, licenciado às pressas pelo governador Tarcísio de Freitas da secretaria de segurança, Guilherme Derrite reassumiu o mandato de deputado federal e, ato contínuo, designado pelo presidente Hugo Motta para relatar o chamado projeto Anti-facção proposto pelo governo federal para estabelecer o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, agindo como se fosse pau-mandado do crime organizado, tratou de desfigura-lo [desfigurar o projeto-de-lei], chegando ao ponto de estabelecer obstáculos ao funcionamento da Polícia Federal.
Emergiu, então, a pergunta sobre qual teria sido o motivo de tamanho desvio. Logo eclodiram suspeitas da cumplicidade decorrente da promiscuidade de Tarcísio de Freitas (e de sua patota) com alguns dos principais mentores dos ventos que bafejam o submundo.
Está tese ganhou força com as descobertas da operação ‘Coffee Break’ levada adiante conjuntamente pela Polícia Federal (PF) e Controladoria Geral da União (CGU), que, descobrindo um mar de lama suja, apreendeu R$ 2,1 milhões em espécie com um tal Mário Botion, diretor de Convênios no escritório regional, responsável pelos repasses aos municípios na região de Campinas (que, para aprender a roubar sem deixar pistas, foi punido com a demissão horas depois).
Há quem diga que, além dos milhões pegos com o tal Mário Botion, existem muitos outros que, facilmente poderiam ser descobertos se a Polícia Federal caprichar na investigação.
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