Assim como Jair Bolsonaro, que não passa um dia sem encher o saco do Brasil, Donald Trump também não passa um dia sem perturbar o mundo.
A diferença é que Jair Bolsonaro está preso e, ao contrário de Donald Trump, que comanda a força militar mais poderosa do planeta, [Jair Bolsonaro] tem quase nenhuma capacidade de fogo.
Deixemos o imbrochável brochado num leito de hotel-hospital e vejamos uma amostra da sanha incontrolável de Donald Trump.
Na 3ª feira, 23 de dezembro de 2025 – pouco se lixando para as repercussões negativas, especialmente na Europa, da designação feita dois dias antes, do governador da Louisiana Jeff Landry para o cargo de ‘enviado especial para a Groenlândia’ com o objetivo de torná-la parte do território dos Estados Unidos -, Donald Trump desdenhou as manifestações do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e insistiu em manter o brutal, ilegal, agressivo e indecente cerco naval à Venezuela, impedindo a exportação de petróleo e a pesca no mar do Caribe.
Vale dizer que nada disso aplacou o seu jeito de ser e, talvez por conta do clima natalino, Donald Trump resolveu ampliar as preocupações mundiais. Na 4ª feira, 24 de dezembro, véspera de Natal, mantendo as tensões decorrentes das ameaças à Venezuela e Dinamarca, Donald Trump evocou sua condição de Comandante em Chefe do US Dead e determinou “um ataque poderoso e letal contra a ‘escória terrorista’ do ISIS no noroeste da Nigéria”.
Em menos de uma semana, o bicho perturbou os europeus com ameaças à Dinamarca, afrontou as nações unidas sem ligar para o Conselho de Segurança, fustigou os sulamericanos com a presença da frota na costa da Venezuela e atemorizou os africanos com o ataque ‘poderoso e letal’ à Nigéria. Ucrânia, Gaza, Venezuela, Dinamarca, Nigéria, o mundo todo.
O comportamento de Donald Trump lembra G’Dausbbah e justifica a pergunta sobre em qual camada do inferno teria feito a iniciação no universo do Mal.
Leia mais em
www.alexandresanttos.com.br
