Confiando da baixa capacidade cognitiva dos chamados pobres-de-direita, se dizendo preocupados com ‘os temas verdadeiramente importantes’, as elites liberais e os líderes da Direita desdenham as necessidades populares e se esmeram em produzir e lapidar um regime politico que acolha os seus próprios interesses – uma situação que, por exclusão, mantém ou agrava os problemas da maioria pobre da sociedade.
Com esta perspectiva, ao invés de buscar fórmulas que atendam as necessidades da maioria (como fazem os progressistas e os humanistas), com o apoio dos pobres-de-direita, as elites liberais e a Direita combatem as propostas apresentadas pelas Esquerdas (quaisquer que sejam elas) e buscam consolidar e ampliar os seus benefícios.
Assim, ao tempo que combatem os programas sociais (bolsa família, luz para todos, pé de meia, gás do povo, bpc, etc. etc.), dizendo-os perdulários e/ou dispendiosos, cerram fileiras para a manutenção e ampliação dos subsídios destinados aos ricos.
Nos dias correntes, no debate sobre segurança pública, por exemplo, contrastando com a proposta esquerdista que sugere a investigação do ‘caminho do dinheiro’ para sufocar financeiramente o crime organizado (uma guerra que, necessariamente, chegará ao mercado financeiro e às FariaLima’s existentes pelo País), as elites e os líderes da Direita defendem a tese ‘bandido bom é bandido morto’ e, com gosto, aceitam e estimulam carnificinas como aquela ocorrida nas Comunidades da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, ocupadas exclusivamente por pobres.
Diante da encruzilhada, talvez se ver em si próprios a condição de pretos, pobres e periféricos, os pobres-de-direita cerram o cenho e, dando razão àqueles que os escravizam, repetem o bordão ‘bandido bom é bandido morto’ e apoiam as matanças nas comunidades.
Nasceram para levar fumo e é isso que levam por toda a vida.
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