Refletindo o humor da FariaLima, o mercado financeiro está em festa, com novo recorde histórico da bolsa de valores e queda do dólar ao menor valor neste último ano.
Olho em volta para descobrir a razão de tanto otimismo.
O sorriso dos financistas será fruto do anúncio do Plano Safra (que este ano destinou R$ 516 bilhões para o agronegócio), [será fruto] de o Brasil ter assumido a presidência rotativa do Mercosul com a prioridade assinar o acordo comercial com a União Europeia, [será fruto] do iminente início da cúpula dos BRICS no Rio de Janeiro para dar mais um passo na promoção de uma ordem internacional multipolar e de menor dependência dos Estados Unidos ou [será fruto] dos sucessivos bons resultados da Economia brasileira?
Nada disto.
Confirmando o seu descompasso com o interesse do povo brasileiro e apreço com o ‘quanto pior, melhor’, o entusiasmo da FariaLima decorre da possibilidade de o Congresso Nacional aprofundar o distanciamento com o Palácio de Planalto e, dificultando a gestão de Lula, ampliar as chances de Tarcísio de Freitas, novo líder do espectro à direita da política brasileira, chegar à presidência da república.
Com efeito, desconsiderando o clamor popular pela promoção de justiça tributária e social, a FariaLima está entusiasmadíssima com o cenário criado com a decisão do Congresso Nacional de anular o decreto presidencial de elevar as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e com a ameaça do presidente Hugo Motta de pautar a anistia dos golpistas.
Não adianta pensar diferente ou, mesmo, cogitar que, um dia, as coisas vão mudar: o humor do mercado financeiro só registra o sentimento das elites e aponta exclusivamente aquilo que as favorece e, como sabemos ‘o que é bom para o Povo parece ruim para a elites’ e, na visada inversa, ‘o que é bom para as elites é ruim para o Povo’.
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