Em meio a densa névoa de boatos e fakenews, incluindo intrigas maliciosamente plantadas pelos grupos O Globo, Folha de S.Paulo e Estado de S.Paulo, e [em meio] aos mistérios escondidos pelo sigilo absoluto decretado pelo ministro Dias Toffoli sobre o inquérito que envolve o banqueiro e trambiqueiro (desculpem o pleonasmo) Daniel Vorcaro, veio a notícia explosiva de que hoje, dia 30 de dezembro de 2025, haveria a acareação que colocaria frente a frente algumas das principais personagens do escândalo precursor da liquidação do Banco Master – o próprio Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o diretor de fiscalização do Banco Central Ailton de Aquino Santos.
A confusão foi grande.
Um rebu total.
A (Federação Brasileira dos Bancos (FEBRABAN), que representa 244 instituições financeiras, manifestou “profunda preocupação com a interferência do Judiciário em decisões técnicas do regulador, abrindo um precedente perigoso para a segurança jurídica do setor”.
Por razões ininteligíveis e indecifráveis à população brasileira, alegando “preocupação com a eventual exposição de provas que ainda estão sendo colhidas e que podem servir de orientação de hipóteses investigativas, o que não é apropriado, porque o caso está em sigilo”, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a suspensão da acareação – um procedimento utilizado para confrontar pessoas cujas versões sobre os mesmos fatos são diferentes.
De sua parte, acusando a percepção de que a ‘independência’ adquirida no governo de Jair Bolsonaro não vale para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e, de alguma forma, assumindo que ‘tem alguma culpa no cartório’, o Banco Central ingressou com um embargo de declaração junto ao STF pedindo esclarecimentos sobre o papel do diretor de Fiscalização Ailton Aquino na acareação (se na condição de testemunha ou de investigado) e sobre os pontos controversos “que justificam a audiência e o porquê da urgência do procedimento”.
A pressão foi tão grande que o ministro Dias Toffoli decidiu adiar a tal acareação.
Ainda vai passar algum tempo antes que a sociedade venha saber alguma coisa sobre os mistérios que cercam este assunto.
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