Ontem, as bancadas do Centrão e dos bolsonaristas na Câmara dos Deputados se uniram para conquistar uma significativa vitória.
Não para ampliar o alcance das políticas públicas de apoio aos velhos, às crianças, aos estudantes, aos desempregados, aos atletas, aos pobres, enfim aos necessitados de todas as categorias.
Não se uniram em torno de projeto capaz de fortalecer o ritmo de crescimento econômico, de tonificar a soberania nacional ou de impulsionar o bem-estar social. Não.
Como das outras vezes, a união dos aproveitadores com a turma da extrema-direita ocorreu ao largo do interesse público e se deu na ambiência mesquinha dos seus próprios umbigos.
Desta vez, derrotando os 134 deputados conscientes verdadeira função do parlamento, 353 representantes do Centrão e do Bolsonarismo aprovaram a chamada PEC da Impunidade, segundo a qual, independente do crime cometido, os congressistas permanecem fora do alcance do poder judiciário até a expressa autorização da casa parlamentar a que pertença – um oba-oba geral.
No curtíssimo prazo, a aprovação desta PEC da Impunidade manteria os parlamentares-criminosos (de todas as tipificações nos códigos penais, inclusive corrupção e desvio de verbas) a salvo dos processos em curso no Supremo Tribunal Federal (STF).
No médio prazo, a aprovação da PEC da Impunidade vai converter o Congresso Nacional numa espécie de ‘paraíso da bandidagem’, despertando o interesse direto dos chefões do crime, que, ao largo da lei, passarão a ser chamados pomposamente de ‘senhor deputado’ ou ‘senhor senador’.
Como esperança, ainda resta torcer pela eventual responsabilidade dos senadores, os quais terão a chance de barrar a PEC da Impunidade no Sanado.
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