A rigor, contrariando aquilo que se diz por aí, as pessoas, todas elas, são insubstituíveis, pois cada uma delas tem um jeito próprio de ser e, neste sentido, oferecem resultados diferentes nas coisas que fazem.
Naturalmente, admitidas as diferenças decorrentes desta condição, as funções e ocupações que exercem podem ser cumpridas por outras pessoas.
Esta possibilidade, no entanto, nunca produz os mesmos resultados.
Veja, por exemplo, o caso da Igreja Católica, cujo trono pontifício passou a ser exercido por Leão XIV após a partida de Francisco.
Com efeito, apesar dos inegáveis méritos que o conclave deve ter levado em consideração ao escolher o cardeal Robert Francis Prevost para suceder Jorge Mario Bergoglio no posto maior da Igreja Católica, é evidente que, por influência das índoles trazidas no sangue desde o berço e adquiridas ao longo da vida, diante de questões semelhantes, Leão XIV se porta de modo distinto daquele que faria Francisco.
Agora, por exemplo, depois de um longo silêncio diante dos baixos salários praticados por todo o mundo capitalista, Leão XIV se motivou para falar sobre o assunto, mas o fez de forma inversamente recíproca, citando a proposta de bônus no valor de US$ 1 trilhão para Elon Musk para criticar a disparidade na remuneração dos executivos.
Como se dissesse algo revolucionário, depois de lembrar que na década de 1960 a diferença salarial entre presidentes e executivos era de 4 a 6 vezes, o Papa Leão XIV informou que atualmente esta diferença chega a 600 vezes.
Deve haver alguma razão, mas achei estranho o salário mínimo (que, em alguns casos, não chega a US$ 100) ter ficado de fora do comentário.
Para a madre superiora, já não se faz Papas como antigamente…
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