O Lawfare – uma técnica antiga que se refere ao emprego de instrumentos jurídicos com objetivos políticos – vem sendo usado de forma desavergonhada para inviabilizar a presença de líderes populares nos pleitos (e, mesmo, na vida politica), de modo a facilitar os propósitos conservadores e reacionários da Direita.
Foi assim no Brasil, onde contribuiu para a tentativa de golpe em 2005 (quando tentou interromper o primeiro governo Lula com a farsa do ‘mensalão’), para o golpe de 2016 (que derrubou Dilma Rousseff com a farsa das ‘pedaladas fiscais) e na renovação do golpe em 2018 (que, alvejado criminosamente pela LavaJato, Lula foi impedido de disputar as eleições presidenciais).
Foi assim na Bolívia, onde manobras jurídicas derrubaram a, agora, tentam imobilizar Evo Morales.
Foi assim no Equador, onde Rafael Correa foi derrubado e impedido de disputar eleições.
Foi assim na Venezuela, onde Hugo Chavez e Nicolas Maduro precisaram recorrer ao poder popular para permanecer na política.
Na Argentina não foi diferente.
Manobras politicas foram usados de forma criminosa para atrapalhar os governos progressistas e facilitar a chegada de Javier Milei à Casa Rosada.
Agora, em mais um lance faccioso e antipatriótico cometido pelo poder judiciário da Argentina, com o nítido objetivo de retirar definitivamente a ex-presidente Cristina Kirchner da vida pública, a Corte Suprema de Justiça confirmou a exdrúxula decisão que a condena a seis anos de prisão e, ainda, a proíbe do exercício de qualquer cargo público por todos os tempos.
Um absurdo tão grande que, de imediato, suscitou protestos por toda a parte.
Ao tempo que Cristina Kirchner acendia a militância peronista com um daqueles discursos de fazer tremer as bases do conservadorismo – “precisamos estar junto à gente que mais precisa, ordenados e organizados”, falou Cristina em discurso na sede nacional do Partido Justicialista (PJ), pouco depois de a Corte Suprema de Justiça tentar assassina-la politicamente -, uma multidão cercou a sua casa procurando defendê-la dos verdugos e líderes de envergadura continental, como Gleisi Hoffmann e Evo Morales, denunciaram a falcatrua jurídica que pretende criar um arremedo de Democracia, caracterizada pela ausência da vontade popular.
Um dia, aqueles que hoje tentam matar a vontade democrática serão julgados pela história e terão seus nomes jogados nas piores cloacas, junto aos vermes, serpentes, baratas e ratos.
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