Hoje, por unanimidade, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou a PEC da Impunidade, aprovada semana passada pelo conluio Centrão-Bolsonaristas na Câmara dos Deputados. Para alegria geral da Nação, a PEC da Impunidade foi sepultada em cova profunda.
Vale registrar que a decisão do Senado escancarou o caráter bandido da decisão tomada pelos bandidos-deputados (ou deputados-bandidos) abrigados na Câmara dos Deputados, cujo objetivo final era, sem qualquer sombra de dúvidas, criar o paraíso no qual todos os criminosos estariam ao abrigo da polícia e da Justiça.
Na realidade, de alguma forma, a PEC da Impunidade refletia a índole do Liberalismo – uma doutrina política baseada na liberdade e que, tomada em sua expressão mais extremada, leva ao ‘laissez faire, laissez aller, laissez passer, le monde va de lui-même’ (deixai fazer, deixai ir, deixai passar, o mundo vai por si mesmo) sem qualquer consideração ao direitos dos outros e, portanto, defende a ausência de regras e, neste embalo, a completa impunidade.
Aliás, entre os maiores prejudicados do sepultamento da PEC da Impunidade, além dos políticos-bandidos e bandidos-políticos, estão os lideres do PCC e das demais facções criminosas, que já estavam se preparando para ‘comprar’ mandatos e, assim, alcançar a impunidade garantida em lei.
De qualquer forma, com a rejeição pela CCJ do Senado, a PEC da Impunidade sai de cena definitivamente e, pelo menos por enquanto, a sociedade brasileira está livre da existência formal de um ‘paraíso da criminalidade’ e os políticos-bandidos continuam ao alcance da polícia e da Justiça.
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