Bolsomínion raiz nasceu para ser feito de cachimbo bobo, especialmente pelos mentores do Bolsonarismo, que, parecendo compreender as imperfeições neurológicas e cognitivas do seu pessoal, os faz de gato e sapato, submetendo-os aos maiores e vergonhosos vexames.
Quem consegue conter um frouxo de riso quando lembra das maluquices cometidas pelos bolsominions, especialmente nos momentos de pico da mobilização golpista no final de 2022 e começo de 2023?
Lembra dos desfiles cadenciados ao som de hinos militares diante dos portões das armas de quartéis espalhados pelo País; das fervorosas orações rezadas aos ETs mobilizados para salvar o Brasil dos comunistas, dos apelos para que, finalmente, o general Ben Jamin’Ha Hola sublevasse suas tropas, das homenagens prestadas aos pneus salvadores, etc. etc. etc.
E, neste embalo, de vexame em vexame, os bolsominions atravessaram o Natal, o Ano Novo, o Dia de Reis, sempre à espera da libertação que estaria para acontecer ‘nas próximas 72 horas’.
Foram 72 horas intermináveis e que, pelo jeito, ainda não terminaram.
Com efeito, depois que se mudou para os Estados Unidos, o filho 03, Eduardo Bolsonaro tem renovado as esperanças dos bolsominions com boas novas (ainda não concretizadas).
Inicialmente, falou em ‘tratativas com o governo Donald Trump para forçar a expulsão dos comunistas que governam o Brasil’.
Depois, ao final de demoradas 72 horas, veio o tarifaço e, em meios a sorrisos de júbilo, a quase-certeza de que o governo Lula naufragaria e a bandeira estadunidense passaria a tremular ao lado do pavilhão nacional.
Novas 72 horas se estenderam no tempo e, ao invés da reabilitação de Jair Bolsonaro, veio a química-mágica entre Lula e Trump na Assembleia Geral da ONU.
Isso não abateu Eduardo Bolsonaro, que, renovando as esperanças dos bolsominions, falou num golpe de mestre preparado pelo presidente dos Estados Unidos para pegar Lula desprevenido.
Foram mais 72 horas.
E veio o telefonema da Casa Branca, que, enquanto produzia uma ‘indústria petroquímica’ (conforme disse Lula), levou à criação de um grupo de trabalho para aplainar as relações Brasil-Estados Unidos, com a participação do chanceler Mauro Vieira e do secretário Marco Rubio.
Novo êxtase dos bolsonaristas, pois, mantendo a validade das 18 horas mágicas, Eduardo Bolsonaro reiterou suas ‘relações fraternais’ com o secretário de Estado Marco Rubio: “Ele é um dos nossos e sua indicação prova a natureza estratégica da aparente aproximação do presidente Trump com o descondenado Lula”, explicou o 03.
Parece que ainda não será desta vez que as 72 horas vão acabar.
Com efeito, ontem, em meio às cordialidades próprias do affair diplomático, aconteceu a primeira reunião de trabalho entre Marco Rúbio e Mauro Vieira.
Desesperado com a situação, Eduardo Bolsonaro tratou de reinterpretar as notas oficiais distribuídas pelos governo e, para tranquilidade dos bolsominions, concluiu que ‘vem jogo pesado por aí e Lula não perde por esperar’.
Os bolsominions exultaram. Quanta satisfação. Quanta alegria. E, plenos de esperança, os bolsominions se entregaram às novas 72 horas que, segundo eles, marcarão a redenção do Brasil.
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