Donald Trump parece reunir e exaltar aquilo que existe de pior na sociedade estadunidense (e, talvez, esta seja a causa do entusiasmo como empolga a massa ignara da extrema-direita nacional e internacional).
Agora, como pensou no final do seu primeiro governo, Donald Trump está decidido tomar o petróleo da Venezuela na marra.
Para quem não lembra, em junho de 2023, durante a campanha presidencial, falando na convenção do Partido Republicano na Carolina do Norte, sem qualquer subterfúgio, Donald Trump confessou que se tivesse sido reeleito em 2020, teria tomado a Venezuela e pegado todo o petróleo do país (“Quando eu saí, a Venezuela estava prestes a colapsar.
Nós teríamos tomado o país e pegado todo aquele petróleo. Seria ótimo”, disse o velho pirata na ocasião).
A operação para açambarcar as riquezas da Venezuela está em curso.
Para início de conversa, com a desculpa esfarrapada de ‘combater o tráfico de drogas em águas internacionais’ e a clara ameaça de que “todas as opções permanecem sobre a mesa, incluindo um eventual ataque a alvos considerados estratégicos” (conforme esclareceu a porta-voz da Casa Branca em entrevista coletiva), o governo dos Estados Unidos enviou uma esquadra composta por três navios militares – o USS Gravely, o USS Jason Dunham e o USS Sampson -, aviões e um submarino para a costa da Venezuela.
Assim, segundo os planos da Casa Branca, sob o manto do combate ao narcotráfico e restauração da Democracia, os marines vão tomar a Venezuela e, ao custo de algum sangue, os Estados Unidos assumirão o controle das vastas jazidas de petróleo do Vale do Orenoco, as maiores do planeta.
Mas, a Venezuela não é o pato-morto imaginado por Washington. Ontem, ao saber dos preparativos militares ordenados pelo Pentágono, falando do Palácio de Miraflores, o presidente Nicolas Maduro anunciou a mobilização da Milícia Bolivariana – um dos cinco componentes da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), composta por aproximadamente 5 milhões de reservistas.
Talvez, de tão ensimesmada pelos fakenews que ela mesmo criadas, a Casa Branca não tenha considerado o poder de fogo do arsenal construído pela FANB a partir dos acordos militares firmados pela Venezuela com o Irã, a China, a Rússia e a Coreia do Norte, que inclui mísseis hipersônicos capazes de atingir o sul dos Estados Unidos.
Para quê Donald Trump quer começar outra guerra neste momento? Será que os Estados Unidos estão tão dismilinguidos a ponto de precisar roubar o petróleo de outros países?
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